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25 de fev (Há 8 dias)
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De: Olavo Carneiro
Enviada em: segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014 23:18
Para: Lauro Diniz - SinMed-RJ.
Cc: DEAE RJ; PED RJ Um Novo Tempo; Valter Pomar; Bruno Elias
Assunto: pedido a vertente, especialmente a Lauro
Enviada em: segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014 23:18
Para: Lauro Diniz - SinMed-RJ.
Cc: DEAE RJ; PED RJ Um Novo Tempo; Valter Pomar; Bruno Elias
Assunto: pedido a vertente, especialmente a Lauro
O PED e a chapa Um Novo Tempo
Um breve balanço necessário
Ao longo da ultima gestão do Diretório Estadual é inegável que a voz mais combativa foi a da Articulação de Esquerda (AE). Foi dela que saiu o mais intenso enfrentamento contra a proposta de OS´s, nota de apoio a mobilização dos bombeiros, assim como de solidariedade ao Freixo quando esse sofreu ameaças de morte.
A AE também foi partícipe da articulação de um campo contra a aliança com o PMDB de Cabral e Paes que teve no Alessandro Molon uma importante figura pública.
Dessas experiências a AE, o Coletivo de Educadores Socialistas, a Vertente Sindical, o Núcleo Largo do Machado, o Núcleo Celso Furtado, militantes do setorial de saúde e muitos outros independentes construíram um processo de discussão que culminou em uma chapa no PED.
A chapa se sedimentou em bases estratégicas como a defesa do socialismo, por um partido ideológico e militante e por um programa de reformas estruturantes como a Agrária e Urbana, pela Lei da Mídia Democrática, por uma Reforma Política. E do ponto vista tático o compromisso com a reeleição de Dilma e a candidatura própria do PT ao Palácio Guanabara com Lindbergh Farias.
Nesse ultimo ponto havia tensões entre os diversos grupos da chapa, mas essas posições permitiram a unidade e o respeito mútuo, pois a grande política esteve a frente de interesses particularistas.
Nesse momento é importante destacar a polemica sobre a defesa ou não da candidatura Lindbergh Farias. O que alguns não entendiam e parecem não entender até hoje é que a disputa real na tática da candidatura própria é a própria candidatura do PT. Que na correlação de forças dada não há e nunca houve espaço para disputa de nomes. Que o papel de uma possível candidatura alternativa ao nome de Lindbergh cumpriria o mesmo papel que o PSOL e outras siglas de ultraesquerda cumprem no debate nacional, ser uma quinta coluna da direita.
A postura do PSOL no caso da AP 470 sempre fortaleceu as posições da direita, de quem agora bebe um pouco do veneno.
Demarcar com um nome alternativo ao Lindbergh seria contribuir com Cabral e Rodrigo Neves na inviabilização da candidatura própria. Isso se fosse um nome de peso, porque nome sem expressão seria uma autoridicularização a serviço de matérias jornalísticas contrarias ao PT. Setores que se quer ultrapassam 2% no PED querem ter o candidato a governador não poderia ser levado a sério por ninguém.
Infelizmente o deputado Molon escolheu no PED compor com os fervorosos defensores da aliança com PMDB até bem pouco tempo, em uma das chapas da Mensagem ao Partido. De outro lado, a Esquerda Marxista não se mostrou com a mesma disposição à unidade e não possui autoridade para reivindica-la.
É desse caldo político que a Um Novo Tempo encarou um processo eleitoral interno extremamente degenerado e pautado pela compra de votos e não o embate de ideias.
Mas não foi isso e nem a desmotivação de muitos militantes que não garantiu a nossa presença na Executiva por falta de 15 votos e fez que nossa chapa tivesse apenas pouco mais de 2%. É preciso dizer que nem todos se empenharam o suficiente e pior, alguns, votaram mesmo é com as chapas da CNB, engrossando a fileira das praticas fisiológicas entranhadas no Partido.
Resumindo, a esquerda partidária no RJ poderia hoje ter mais força para a disputa de rumos do PT e da candidatura Lindbergh se muitos que se proclamam radicais de fato assim fossem na pratica, se algumas forças optassem pela unidade em vez de seu projeto de tendência, se parlamentares como Molon dessem consequência aos seus posicionamentos políticos pretéritos.
Nada disso significa que o Um Novo Tempo não deva e não possa se manter na trincheira de disputar os rumos do PT fluminense e da candidatura majoritária, com a clareza das dificuldades de não estar nas Executivas do DE e DM e de sua força extremamente minoritária.
Isso implica ser responsável com a conjuntura e correlação de forças, defender o pleno funcionamento das instancias, se engajar em candidaturas proporcionais que se situem à esquerda no partido, e elaborar propostas para o programa de governo de Lindbergh Farias a governador. Alem de mergulhar de corpo e alma no Plebiscito pela Reforma Política.
Olavo Carneiro – Direção Estadual da AERJ
24/02/2014
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Olavo Brandão Carneiro
Doutorando de Ciencias Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade
CPDA/UFRRJ
CLARO 61 8292 0477
CLARO 61 8292 0477
twitter: @Olavobc

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