Nota pública da Comissão Executiva Estadual do PT
Os acontecimentos do último sábado, dia 28 de setembro, quando o movimento dos profissionais da educação, em ocupação da câmara municipal contra a proposta de plano de carreira apresentada pelo governo municipal e pedindo a reabertura das negociações, foi brutalmente reprimido pela polícia militar, são chocantes e merecem o nosso repúdio. A barbárie é agravada pela completa ilegalidade da ação, já que a desocupação violenta foi realizada após as 18h, sem um mandado ou o mínimo amparo legal e em pleno final de semana. Não bastasse o arbítrio da violência, configurou-se uma situação esdrúxula onde a PM apresenta-se como uma instituição acima da lei, espancando manifestantes, parlamentares e quem mais ousasse atravessar o caminho, inclusive obstruindo a passagem nas ruas ao redor da Câmara de Vereadores.
Nós, do Partido dos Trabalhadores, sempre defendemos o diálogo democrático e a negociação entre governos e movimentos. A palavra não pode ser substituída pelo cassetete, ação típica de regimes de exceção. As cenas de sábado somam-se ao sem número de ações violentas da PM no último período, como a chacina da Maré, o “desaparecimento” do pedreiro Amarildo e a repressão aos manifestantes nos vários atos públicos que ocorreram desde junho.
Consideramos também que as ações da PM não podem ser desvinculadas de uma opção do governo do estado, e nesse sentido, responsabilizamos não só o comando da Polícia Militar, mas também o secretário estadual de segurança José Beltrame, o governador Sergio Cabral e o prefeito Eduardo Paes pela violência com que trabalhadores e trabalhadoras foram tratados.
Reconhecemos a legitimidade da greve dos profissionais da educação, e reafirmamos que, frente à mobilização do povo, a resposta dos governos deve ser a negociação, o respeito e a radicalização da participação popular, contribuindo para alargar os limites e aperfeiçoar a democracia. Neste sentido, o PT-RJ defende a apuração imediata das arbitrariedades e punição aos responsáveis, assim como a retirada da pauta do projeto de plano de carreira e reabertura imediata das negociações com o sindicato da categoria, além do óbvio respeito ao direito de ir e vir das pessoas. A justiça social e a democracia não se constroem com autoritarismo, truculência e arbítrio.
Comissão Executiva Estadual
Partido dos Trabalhadores
Rio de Janeiro, 30 de setembro de 2013.
Os acontecimentos do último sábado, dia 28 de setembro, quando o movimento dos profissionais da educação, em ocupação da câmara municipal contra a proposta de plano de carreira apresentada pelo governo municipal e pedindo a reabertura das negociações, foi brutalmente reprimido pela polícia militar, são chocantes e merecem o nosso repúdio. A barbárie é agravada pela completa ilegalidade da ação, já que a desocupação violenta foi realizada após as 18h, sem um mandado ou o mínimo amparo legal e em pleno final de semana. Não bastasse o arbítrio da violência, configurou-se uma situação esdrúxula onde a PM apresenta-se como uma instituição acima da lei, espancando manifestantes, parlamentares e quem mais ousasse atravessar o caminho, inclusive obstruindo a passagem nas ruas ao redor da Câmara de Vereadores.
Nós, do Partido dos Trabalhadores, sempre defendemos o diálogo democrático e a negociação entre governos e movimentos. A palavra não pode ser substituída pelo cassetete, ação típica de regimes de exceção. As cenas de sábado somam-se ao sem número de ações violentas da PM no último período, como a chacina da Maré, o “desaparecimento” do pedreiro Amarildo e a repressão aos manifestantes nos vários atos públicos que ocorreram desde junho.
Consideramos também que as ações da PM não podem ser desvinculadas de uma opção do governo do estado, e nesse sentido, responsabilizamos não só o comando da Polícia Militar, mas também o secretário estadual de segurança José Beltrame, o governador Sergio Cabral e o prefeito Eduardo Paes pela violência com que trabalhadores e trabalhadoras foram tratados.
Reconhecemos a legitimidade da greve dos profissionais da educação, e reafirmamos que, frente à mobilização do povo, a resposta dos governos deve ser a negociação, o respeito e a radicalização da participação popular, contribuindo para alargar os limites e aperfeiçoar a democracia. Neste sentido, o PT-RJ defende a apuração imediata das arbitrariedades e punição aos responsáveis, assim como a retirada da pauta do projeto de plano de carreira e reabertura imediata das negociações com o sindicato da categoria, além do óbvio respeito ao direito de ir e vir das pessoas. A justiça social e a democracia não se constroem com autoritarismo, truculência e arbítrio.
Comissão Executiva Estadual
Partido dos Trabalhadores
Rio de Janeiro, 30 de setembro de 2013.
