segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
O terceiro turno está nas ruas
O terceiro turno está nas ruas
Este segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff, que começa em
janeiro próximo, certamente será o governo de maior enfrentamento de todas as
administrações petistas no governo federal, desde a eleição de Luiz Inácio Lula
da Silva, em 2002.
A disputa eleitoral para presidência da República, neste ano,
deixou evidente o preconceito social que nutria a candidatura conservadora de
Aécio Neves. Os discursos neoliberais foram marcados pelo ódio de classe. O
povo nordestino – que deu expressiva vitória à Dilma – está sendo perseguido
nas ruas e nas redes sociais. Pior: manifestações públicas realizadas após as
eleições têm servido de palco para a direita pedir a volta da ditadura militar!
Vale lembrar que, em 5 de outubro, quando foram escolhidos os
novos deputados e senadores, a bancada conservadora cresceu no Congresso
Nacional. O cenário que se desenha desde já é que propostas do interesse da
classe trabalhadora, dos
camponeses, dos estudantes, das mulheres, das religiões de matrizes africanas,
da comunidade LGBT, da população negra terão maior dificuldade para avançar no
novo Congresso. No plano estadual, a nova composição da Assembleia Legislativa
do Estado do Rio de Janeiro, também em sua maioria conservadora, obrigará os
movimentos sociais a pressionarem o Parlamento para atender a pauta popular.
Pezão tem maioria na Alerj, mas seus compromissos mesmo são com os empreiteiros
e outros amigos de Sérgio Cabral, ex-governador do Estado.
Fazer a
reforma da mídia
Por outro lado, a grande mídia não deixou dúvida de que é, de
fato, o maior partido de oposição, tentando, o tempo todo, desqualificar as
ações do governo Dilma. A mídia comercial agora se prepara para combater a
reforma da estrutura dos meios de comunicação social do país, uma antiga
reivindicação da sociedade para estabelecer novas regras para o setor,
quebrando o monopólio privado da comunicação e democratizando a produção da
mídia no país.
Essa, com certeza, promete ser uma briga feia, tendo na oposição
ao governo Dilma e aos movimentos sociais o oligopólio midiático, que, ao longo
de décadas, vem se enriquecendo com o dinheiro público e prestando um
desserviço à sociedade.
O PT também precisa fazer o seu trabalho de casa no que diz
respeito à Comunicação Social. As nossas formas de comunicação com a militância
e com a sociedade de modo geral estão distantes de ser instrumentos de
mobilização para as diversas lutas sociais que estão sendo travadas no Estado do
Rio de Janeiro.
Ainda sobre a questão da Comunicação Social, em 2009, durante o
segundo mandato de Lula, foi realizada a 1ª Conferência Nacional de Comunicação
– Confecom -. De lá saíram cerca de 2 mil propostas de mudanças da estrutura da
mídia, seja nos planos municipais, estaduais e federal. Porém, efetivamente, nenhuma
medida sugerida foi implementada.
É preciso
conversar mais nas ruas
Participando do governo federal nos últimos 12 anos e iniciando
uma gestão de mais 4 anos, o PT precisa ampliar sua atuação nas ruas, nos
movimentos sociais. Precisa também tirar o salto alto de uma parcela da
companheirada e conversar mais com as pessoas simples, que sentem no dia a dia
as carências da saúde pública, dos transportes, da falta de moradia, de
segurança, de igualdade social.
Sem diálogo direto com a população, para fazer o contraponto da
grande mídia e do patrão, será difícil ter as camadas populares defendendo as
reformas estruturantes necessárias: “O que eu tenho a ver com essa reforma da
mídia, do sistema político, reforma agrária, urbana, tributária?”, pergunta na rua
a população. E a grande mídia está aí para passar uma visão distorcida, do
interesse do empresariado, dos latifundiários, da direita.
É preciso dialogar mais sobre a reforma política que nós
queremos. Discutir porque defendemos o financiamento público de campanha, como
forma de coibir a influência desleal dos grupos privados nas eleições. Garantir
uma participação mais efetiva das mulheres na política.
Militância
suprapartidária garantiu a vitória de Dilma
Temos que colocar o dedo na ferida: a vitória de Dilma foi fruto
do engajamento dos movimentos sociais na reta final de campanha, não
necessariamente foi uma vitória isolada do PT.
Nas semanas que antecederam o segundo turno das eleições
presidenciais, as ruas de todo o Brasil foram ocupadas por militantes sociais
de vários matizes. Estavam nas ruas combatendo as ameaças de volta de um
governo neoliberal ativistas dos partidos da coligação da Dilma, assim como
militantes do PSOL, dissidentes do PSB, gente do PCO, anarquistas e cidadãos independentes,
sem qualquer vinculação partidária. Eles deixaram nas ruas uma mensagem direta:
“Não queremos a volta do neoliberalismo e, por isso, queremos a reeleição da
Dilma”.
Foi a vitória de uma militância suprapartidária, muitos
afastados há anos das manifestações, outros chegando agora na luta. Foi essa
conjunção de forças sociais que manteve Dilma na presidência da República. E
esse conjunto de forças sociais quer efetivas mudanças, quer melhorar a vida da
maioria da população, sobretudo daqueles que já sofreram na carne como é
perverso um governo neoliberal, direitoso.
Unir as
esquerdas na sociedade
É tarefa do PT liderar as lutas sociais, unir as esquerdas nos
diferentes movimentos reivindicatórios da sociedade que almejam um governo de
realizações democráticas e populares. Neste sentido, é preciso investir na
formação política da militância, principalmente a juventude. Investir também,
de forma prioritária, na militância dos movimentos de mulheres, dos negros, do
movimento sindical, da comunidade LGBT, que são os mais perseguidos pelos
conservadores.
O PT, urgentemente, precisa reciclar
os seus quadros. Há de se reconhecer que várias lideranças partidárias,
sindicais e parlamentares têm que ser renovadas politicamente. Neste sentido, o
partido tem a responsabilidade de promover a formação política permanente da
militância, sem perder a nossa identidade ideológica.
Com o apoio dos movimentos sociais, o
PT tem um papel importante a desempenhar dentro do governo Dilma, disputando e
conquistando a hegemonia de nossos projetos internamente na administração
federal. Não se pode esquecer que grande parte da base aliada possui um perfil
ideológico divergente do Partido dos Trabalhadores, tentando levar o governo
para uma posição recuada, que possa comprometer os projetos democráticos e
populares.
Não há como negar que essa enxurrada de denúncias sobre a
prática de corrupção respinga em todos os setores políticos, de forma
indiscriminada. Vem desde o Brasil Colônia, passando pelo Brasil Império e
reproduzido no Brasil República. A corrupção também foi marca dos períodos
ditatoriais do Estado Novo e da Ditadura Militar. Foi acentuada nos governos
Sarney, Collor, Itamar Franco e FHC. A população tinha a impressão de que o PT
chegando ao poder promoveria um corte na onda corrupta. É fato que os nossos
governos viabilizaram uma legislação de combate à corrupção, mas a prática
continuou. O partido, à luz do sistema partidário do país, foi nivelado por
baixo. É preciso voltar a fazer a diferença no plano da ética política, doa a quem
doer.
O PT precisa viabilizar um Brasil melhor pela esquerda, o que
vai contribuir para mudanças substanciais na América Latina, nos países
periféricos e, por extensão, em todo o mundo.
Assinam:
Um Partido para Todos
Vertente Sindical Petista
Dezembro 2014
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
GILMAR MENDES CONTINUA O MESMO
O Supremo e o bolivarianismo
O ministro Gilmar Mendes ergueu um fantasma para mutilar o poder de uma presidente que acaba de ser reeleita
Com sua retórica apocalíptica, o ministro Gilmar Mendes disse ao repórter Valdo Cruz que “é importante que (o Supremo Tribunal Federal) não se converta numa corte bolivariana”. “Isso tem de ser avisado e denunciado". A advertência está relacionada com a eleição de Dilma Rousseff e sua atribuição constitucional de nomear cinco novos ministros para o Supremo Tribunal Federal durante seu mandato. Pelo andar da carruagem, depois de julho de 2016, quando o ministro Marco Aurélio de Mello completar 70 anos, todos os onze juízes do Supremo terão sido nomeados por presidentes petistas.Para que faça sentido o risco do tribunal “bolivariano” temido por Gilmar Mendes seria necessário admitir que as nomeações de Lula e da doutora Dilma tenham seguido uma linha partidária. Nesse caso, Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski teriam algo em comum. Noutra dimensão, haveria semelhanças entre o inescrutável Teori Zavascki e Dias Toffoli. Em doze anos, o comissariado preencheu as vagas do Supremo na marca da média da moral vigente, não foi melhor nem pior que seus antecessores.
Não se deve esquecer que se hoje o Supremo tem sete ministros indicados por presidentes petistas (mais uma vaga a ser preenchida pela doutora), isso se deve ao fato de que dois juízes nomeados durante o tucanato abandonaram aquele local de trabalho. Nelson Jobim saiu em 2006, dez anos antes da aposentadoria compulsória, e Ellen Gracie foi-se embora em 2011, doze anos antes.
A tentativa de mutilação dos poderes constitucionais da Presidência está associada à ressurreição utilitária do projeto de emenda constitucional que estende para 75 anos a idade limite dos ministros. Assim, se Celso de Mello, Gilmar Mendes e Marco Aurélio quisessem permanecer no tribunal, bloqueariam três indicações de Dilma. A extensão da idade para a compulsória pode ser uma boa ideia. Empurrá-la agitando o fantasma bolivariano, além de contaminá-la, prejulga a conduta de outro poder da República. Coisa normal num palanque, não num tribunal.
Para ficar na inspiração venezuelana, sabe-se bem o que é chavismo, mas em 2002 sua oposição meteu-se num ridículo golpe militar, dissolveu o Congresso e o Judiciário, perdeu a parada e fugiu. O Brasil não é uma Venezuela, não tem nem precisa de chavismo, muito menos desse tipo de oposição.
Já houve tempo em que o Executivo desconfiava do Judiciário. Para mudar a cabeça do Supremo, seu número de cadeiras foi elevado para dezesseis. Não deu certo e acabou-se fazendo um expurgo na Corte, com duas cassações e duas renúncias. Coisas de uma ditadura que tinha horror a eleições diretas.
Como há fortes argumentos a favor da extensão da compulsória, tudo poderia ser resolvido sem a mutilação dos poderes presidenciais. Basta que a emenda constitucional estabeleça que a regra só valerá para os juízes nomeados depois da sua aprovação. Ou seja, Celso de Mello, Gilmar, Marco Aurélio e os demais ministros que lá estão saem do tribunal quando completarem 70 anos.
Faltaram 3,5 milhões de votos para desempregar a doutora Dilma. Associar uma derrota eleitoral ao fim do mundo só serve para atrapalhar a vida de quem constrói infernos particulares.
Elio Gaspari é jornalista
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/opiniao/o-supremo-o-bolivarianismo-14459912#ixzz3IDQJgK1q
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quarta-feira, 5 de novembro de 2014
O PT/RJ E O PMDB DE PEZÃO x PICCIANI, PAES E CABRAL
ELEIÇÕES
O PT/RJ E O PMDB DE
PEZÃO x PICCIANI, PAES E CABRAL
Quando
observamos os mapas de votação da Dilma e Pezão/Picciani/Paes/Cabral,
concluímos que, se dependesse da turma PMDBista, a gente tinha levado uma surra
na votação aqui no Rio e a Dilma tinha ido para o ralo. A verdade é
inquestionável: quem elegeu a Dilma aqui no Rio foi a verdadeira militância do
PT que já está de saco cheio desse Diretório Regional sem nenhuma
representatividade, e portanto nenhum voto, ficar falando em nome da militância
de nosso Partido. Chega! Está na hora de tomarmos algumas atitudes:
1) Reafirmarmos o nosso
Partido como autêntico aglutinador das Forças de Esquerda no RJ, não dá mais
para sermos um apêndice do Cabral/Paes/Pezão e Picciani;
2) Continuarmos
lamentando a presença do PT da boquinha que insiste em continuar no
Governo Paes/Cabral/Picciani/Pezão como se o Prefeito não fosse do PMDB, pois o
PT decidiu romper com o PMDB e lançou chapa de oposição ao Governo de Estado.
Isto é um escândalo!
3) Nós da Vertente
entendemos que não é com Eduardo Cunha, Picciani, Malafaia, Bolsonaro e outros
deste naipe que a Dilma vai implementar a Reforma Política e retomar a
discussão sobre os Conselhos Populares, instrumentos tão necessários para poder
implementarmos o nosso Governo e dar segmento ao nosso Projeto Petista em 2018.
É urgente que as pessoas que pensam como nós, saiam da inércia e caminhemos
para a prática, pois todos os Movimentos, Grupos e Tendências de Esquerda do PT
estão com a mesma avaliação que vai na contramão do que pratica o DR, que sem
cerimônias se dividiu entre Crivela e Pezão. Ainda bem que eles não tem voto e
a militância deu a resposta: 37,8 votos brancos e nulos e 37,5 votos no
Pezão, confirmando pela primeira vez na história do Brasil a vitória dos votos
brancos e nulos para o Governo do Estado.
E agora, cadê a legitimidade do Pezão? Mesmo assim, ainda tem gente no partido
disputando boquinha no Governo do Estado. Como uma alternativa para esta
lamentável situação, gostaríamos de reafirmar nossa proposta para que, o mais
rápido possível, as Forças identificadas com a Ideologia de Esquerda e
que defendem o Socialismo no PT realizem com a maior brevidade uma grande
Plenária para discutirmos uma forma de organizar a sustentação do Governo da Companheira
Dilma aqui no Rio de Janeiro.
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
DECLARAÇÃO DE VOTO
DECLARAÇÃO DE VOTO
A Vertente
Sindical Petista, corrente interna do PT/RJ, entendendo a argumentação
do companheiro Lula da necessidade de elegermos uma bancada Petista expressiva
para garantir a Governabilidade da Dilma, decidiu em sua plenária do dia
25/09/2014 apoiar a candidatura de Wadih Damous número 1322,
para Deputado Federal. Por isto, conclamamos toda nossa militância, não só para
votar, mas também se engajar na Campanha do Candidato.
Saudações
Socialistas,
Coordenação
da Vertente Sindical Petista
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